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A (trágica) história de Berlim

A (trágica) história de Berlim
A (trágica) história de Berlim
A (trágica) história de Berlim

Um passeio pela capital alemã é também um passeio pelo século XX. A cidade não nega seu passado e o expõe como forma de superação.
Poucas cidades têm uma história recente tão trágica como Berlim. Desde o III Reich até o isolamento causado pela construção do Muro, a capital sofreu com inúmeros acontecimentos relacionados com a violência política e militar, dos quais ainda hoje se recupera. No entanto, o maior impacto foi, sem dúvida, o vivido durante o regime nacional-socialista. Prova disso são as centenas de guindastes que a inundam atualmente e reconstroem os edifícios destruídos pelas bombas dos aliados e dos soviéticos na II Guerra Mundial. Ainda vai demorar para chegar ao fim desta tarefa. Mas, enquanto isso, a cidade não vira as costas ao seu passado e mostra sua triste história aos visitantes.

Muitas construções do III Reich foram projetadas por Albert Speer, arquiteto predileto de Hitler. No próprio centro de Berlim, na Wilhelmstrasse, foram erguidos vários edifícios para o governo nazista. O único que permanece de pé é o antigo Ministério dos Transporte Aéreos, hoje ocupado pelo da Economia. Suas grandes dimensões são um bom exemplo da impressionante arquitetura da época. Muito perto dali encontra-se a Topografia do Terror. O nome diz tudo. Ou quase tudo. Trata-se de uma exposição sobre aquela que foi a sede dos corpos de segurança do país (Gestapo e SS). A exposição, que inclui documentos e arquivos multimídia, situa-se junto a uma parte do Muro que ainda está de pé.

Quem queira se aprofundar mais na história berlinense tem a opção de visitar parte das estruturas subterrâneas do município: refúgios antiaéreos para a população civil durante a II Guerra Mundial, fortalezas criadas por Hitler, estruturas defensivas da época da Guerra Fria e corredores de fuga que datam dos primeiros anos pós-queda do Muro do Berlim. Uma visita necessária neste percurso pelas memórias berlinenses e também europeias é o Memorial aos Judeus Mortos da Europa. Obra ao ar livre perto do Portão de Brandemburgo, consiste em um conjunto escultórico projetado pelo arquiteto nova-iorquino Peter Eisenman e composto por 2.711 blocos de concreto. A visita é complementada por uma zona subterrânea de informações que alberga também uma exposição com mais detalhes sobre as vítimas do Holocausto, assim como alguns testemunhos de sobreviventes.

Outra das homenagens da cidade à comunidade judaica encontra-se em um edifício moderno em forma de zigue-zague e parecido a uma estrela de Davi partida ao meio. É o Museu Judaico de Berlim. Aberto ao público em 2001, é um dos exemplos mais apelativos da arquitetura contemporânea local. Seu acervo narra a história dos judeus residentes na Alemanha.

Campo esportivo do III Reich

Entre as construções do III Reich que ainda estão de pé, destaca-se o Estádio Olímpico, projetado para as Olimpíadas de 1936. Parte da estrutura está soterrada, razão pela qual não se consegue observar bem a grandiosidade das construções da época. Junto ao estádio, há um campanário que resiste e de onde é possível ver a cidade olímpica completa. Dezenas de placas contam a história do local e do início do nacional-socialismo. Atualmente, continua sendo utilizado para eventos esportivos.

Um dia em Sachsenhausen

As redondezas de Berlim também foram testemunhas do abuso nazista. O Campo de Concentração de Sachsenhausen foi construído em 1936 e serviu, entre outras coisas, para demonstrar o poder do nacional-socialismo. Durante pouco menos de dez anos, mais de 200.000 presos foram encarcerados ali. Em 1945, tornou-se um campo especial soviético para os que sofreram represálias do nazismo. Fechado em 1950, algumas de suas instalações e celas ainda se mantêm de pé. É recomendável fazer esta visita com um guia que explique toda a história deste espaço de terror.