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TUI DE

Hollywood do Oriente Médio

Poltronas de uma sala de cinema
As pirâmides de Gizé têm sido um dos cenários favoritos para rodar filmes
Cartazes de cinema no Egito
Os dramas cotidianos foram um dos gêneros favoritos dos egípcios
Cartaz do filme “O Regresso da Múmia”, ao estilo do Egito antigo

iClassicalCom on Foter.com / CC BY

Nem tudo no Cairo são pirâmides e templos; a cidade conseguiu se estabelecer como a Meca do cinema árabe. Agora, depois de ter sofrido uma fase com inúmeros problemas, a indústria cinematográfica tentar ressurgir.
Desde as origens do cinema, no final do século XIX, os habitantes do Cairo mostraram grande interesse pelo cinematógrafo patenteado pelos irmãos Lumière. A primeira projeção em Alexandria aconteceu muito cedo, em 1896. O sucesso foi tanto que, um ano mais tarde, a cidade inaugurou a primeira sala de cinema de todo o Egito, batizada de "O Cinematógrafo Lumière”. Desde então, as salas de cinema (exibindo filmes estrangeiros) se multiplicaram. Em 1926, no fim da hegemonia do cinema mudo, havia 86 salas no Egito. E em 1927, foi rodado o filme egípcio “Laila”, drama dirigido por Wadad Orfi e protagonizado pela atriz Aziza Amir.

Os filmes sonoros chegaram ao Egito em 1932, alguns anos mais tarde do que na maioria dos outros países. As primeiras exposições foram um fracasso devido a erros técnicos e à sincronização. No entanto, após a estreia de “Wedad”, o cinema sonoro começou a se consolidar. O Egito foi a primeira nação a levar a língua árabe para a telona. Com o tempo, os diálogos se tornaram canções, devido ao grande interesse do público pelo gênero musical, e sua popularidade fez com que o dialeto egípcio se expandisse pelo mundo árabe. Era fato que a indústria cinematográfica egípcia tinha muito mais importância do que a dos outros países de língua árabe.

Durante as décadas de 1940 e 1950, a época dourada do cinema egípcio, a chamada “Hollywood do Oriente Médio” chegou a produzir de 60 a 100 filmes por ano. Deste período, destacam-se quatro obras-primas: "Al Wahsh” e “Shabab Emraa”, produzidos por Salah Abouseif; “Sira` Fi al-Wadi”, por Youssef Chahine; e “Hayat ou maut”, por Kamal El Sheihk. Todos seguiam um estilo próximo ao neorrealismo italiano, gênero em que os produtores mostravam as condições sociais da vida cotidiana dos bairros pobres da maneira mais transparente possível, chegando até a usar atores amadores.

A exibição cinematográfica no Egito atravessava um grande momento: em 1958, tinha 395 salas de cinema. Além disso, os produtores internacionais de cinema estavam se interessando pelas paisagens desérticas do país, cenários muito exóticos para os espectadores. O cinema era uma janela aberta para o mundo. Desde 1960, com a chegada da televisão e da nacionalização das salas de cinema, o cinema egípcio entrou em uma crise da qual tem custado muito sair. Em 1973, uma lei do governo egípcio permitiu que o Ministério da Cultura pudesse fazer intervenções na programação das salas conforme achasse apropriado. Essa medida acentuou ainda mais o declínio do setor.

Apesar do escasso sucesso comercial em países não árabes, alguns filmes egípcios têm sido elogiados pela crítica internacional. Mais de 20 deles, por exemplo, passaram pelo famoso festival de cinema de Cannes desde sua primeira edição, em 1946. O festival chegou a premiar Youssef Chahine, símbolo do cinema egípcio, com o Jubileu de Ouro comemorativo em 1997, reconhecendo a carreira internacional do cineasta. Atualmente, e apesar de as produções estrangeiras poderem ser mais atraentes e relevantes para a população egípcia do que as nacionais, o cinema egípcio tem conseguido se recuperar. A produção anual é, em média, de 25 filmes. O cinema local ocupa mais de 80% do mercado egípcio graças a novas medidas e leis protecionistas aprovadas pelo governo egípcio.

Festival de Cinema do Cairo

Desde 1976, em uma tentativa de promover o cinema egípcio, acontece durante dez dias do mês de novembro o Festival de Cinema do Cairo, durante o qual são exibidos filmes nacionais e internacionais. Em 2015, foi realizada sua 37ª edição, quando foram premiadas estrelas de Hollywood como Clint Eastwood e Morgan Freeman. Esta edição ocorreu depois de um hiato de três anos, consequência das revoluções pelas quais o Egito passou entre 2011 e 2013.

A produtiva relação entre o Egito e Hollywood

A indústria cinematográfica norte-americana rapidamente virou os olhos para o Egito e sua história. Nas décadas de 1950 e 1960, foram produzidos filmes como “A Terra dos Faraós” (1955) e "Cleópatra" (1963) . Nos últimos 20 anos do século XX, os filmes históricos deram lugar a aventuras de ficção com títulos como “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e "A Múmia" (1999). O cinema de animação também se voltou para o Egito antigo, com os estúdios Dreamworks produzindo “O Príncipe do Egito” (1998).

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