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Cataratas do Iguaçu: as diferenças entre o lado brasileiro e o argentino

Trem do Parque Iguazú, que funciona com baterias recarregáveis
Turistas apreciam as quedas desde o barco durante o passeio
Vista aérea de uma passarela com turistas, do lado argentino
Vista de uma passarela desde a trilha, na Reserva
Porto Bananeiras, visto desde a trilha

Iguazú Argentina Zig Koch/ MTur Iguazú Argentina Deni Williams on Foter.com / CC BY Zig Koch/ MTur

Não é apenas no futebol que Brasil e Argentina discordam. Para resolver as controvérsias sobre quem tem a melhor vista das quedas d’água, vamos aos fatos.
Quem visita as cataratas sabe que irá ver muitas quedas d’água, mas nem todo mundo sabe que no lado argentino a proximidade com elas é maior. O trem disponível no centro de visitantes do Parque Nacional de Iguazú, em Porto Iguazú, leva o visitante até a famosa Garganta do Diabo, a maior queda das Cataratas. Ainda há dois circuitos, pela água ou por terra, que podem fazer o passeio durar até um dia inteiro.

Do lado brasileiro, porém, a vista é mais panorâmica. Aquela foto clássica com toda água branca ao fundo, que todos querem ter, sai melhor se tirada no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz. Isso não significa que pela distância o turista sairá seco, pois é recomendável levar uma capa de chuva para eventuais banhos até desde os miradores.

Ambos os lados têm seus pontos fortes, basta saber apreciar sem moderação para aproveitar o que cada um tem de melhor. No lado argentino, uma das sete maravilhas naturais do mundo fascina quando há cheias e não é possível escutar a própria voz quando se está próximo a ela. E também em épocas mais secas, quando se admiram os paredões enfeitados com ligeiros fios de água, dando espaço a pequenas florestas que brotam das pedras. Ao chegar ao Parque argentino, o visitante poderá se locomover com o trem, que funciona com baterias recarregáveis, em sintonia com a política de não-contaminação sonora e ambiental da área protegida. É possível caminhar a pé das paradas até as passarelas, onde a vista das quedas é melhor.

Além de observar os animais e desfrutar do ar puro, o Parque ‘hermano’ oferece três tipos de excursões safári em 4x4, com vários horários de saída. Há também passeios oferecidos pela agência de turismo que fica dentro do Parque, a Iguazú Jungle, como o Gran Aventura, que começa no centro de visitantes, desde onde os passageiros saem para o passeio sentados na gaiola aberta de um caminhão. O veículo é conduzido por um sendeiro enquanto guias explicam sobre as riquezas naturais e culturais do lugar (em espanhol e inglês). Após cinco quilômetros, chega-se ao porto, de onde sairá a lancha para conhecer o Rio Iguazú e suas cascatas. Essa parte tem emoção garantida, com uma descida rápida em um rio com fortes correntezas, até culminar na Garganta do Diabo, a queda mais cobiçada. Mas é no Salto San Martín, o segundo maior das Cataratas, que o barco se aproxima ainda mais e provoca a euforia dos visitantes.

No lado brasileiro, o Rio Iguaçu, que em guarani quer dizer água grande, desemboca no rio Paraná e alarga sua margem em mais de um quilômetro. Ele continua seu caminho molhando pequenas ilhas até chegar em um barranco de lava formado há 120 milhões de anos. É esse espetáculo que a natureza preparou há tanto tempo que o turista irá apreciar ao visitar o Parque. A locomoção é por meio de ônibus panorâmicos que circulam constantemente para facilitar o acesso dos visitantes a todas as áreas. Em ambos os países, qualquer que seja o passeio escolhido, com as belezas naturais e a energia transmitida pela força das águas é possível transformar a visita em uma experiência inesquecível.

Para quem gosta de caminhar

Um passeio que pode ser definido como um Safári Ecológico, a Trilha do Poço Preto é um trajeto de nove quilômetros percorridos em quatro horas, no lado brasileiro. A trilha era o caminho que os índios faziam para contornar as Cataratas, e pode ser feita a pé, de bicicleta ou carro elétrico com guias.

Emoção e banho de água fria

No Macuco Safari, também no lado brasileiro, aventura é a palavra de ordem. O passeio começa com uma trilha pelo Parque, durante a qual se avistam espécies de pássaros típicas da região. O caminho termina na cachoeira Salto Macuco, onde barcos infláveis levam os mais corajosos a lavarem a alma — e as roupas também, sob as quedas das Cataratas.