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TUI DE

Três países, três culturas, três histórias

O jopará é usado também nos jornais, principalmente na seção policial
Um termo com água gelada e o mate para tomar tereré
Um casal dança na 25a Festa Nacional do Chamamé
Vista aérea das Três Fronteiras
Um vendedor ambulante de chipás

nicogranada on Flickr / CC BY-SA Papa Pic on Foter.com / CC BY Ministerio de Cultura de la Nación on Foter.com / CC BY-SA Zig Koch/ MTur blmurch on Foter.com / CC BY

Sabemos sobre as compras, as cataratas, algo sobre futebol e música, mas, no geral, as informações que temos das cidades vizinhas são muito limitadas.
Foz do Iguaçu é uma cidade com localização privilegiada, o que permite ao viajante acordar no Brasil, tomar café no Paraguai e almoçar na Argentina. A tríplice fronteira é um acaso geográfico que beneficia o turista tanto pelas belezas naturais quanto pela facilidade de transitar entre os países, tão próximos e tão diferentes ao mesmo tempo. Conhecer a história através dos passeios e um pouco da cultura faz parte da viagem, e há alguns detalhes que não passam despercebidos pelo turista mais atento.

Uma das primeiras coisas que o turista pode estranhar quando entrar no Paraguai, é a língua. Espera-se ouvir castelhano por todos lados, mas passeando pelas ruas de comércio em Ciudad del Este há outra língua circulando: o jopará. Jopará significa mistura, que é de fato do que se trata, uma língua que usa vocábulos do guarani, um dos idiomas oficiais do país e falada pela maioria dos habitantes, e o espanhol.

Já na Argentina, é provável que ao invés de ouvir milonga, o visitante ouça chamamé. O país famoso pelo tango tem na dança de raízes indígenas guarani um referente cultural da região. Tem influências espanhola, pela harpa e o violão; dos jesuítas, pelas escolas de música que surgiram com a catequização; e principalmente alemã, pela batida e pelo uso da sanfona. Mesmo não sendo o ritmo mais popular do país, o chamamé é célebre em Porto Iguazú, na fronteira com Brasil e Paraguai, e faz parte do repertório musical das apresentações de folclore da zona.

Influência, mistura ou fusão: como quer que se chame, os habitantes de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Porto Iguazú vêem isso acontecer todos os dias na sua gastronomia, música e em vários aspectos culturais, algo que um bom observador consegue detectar passeando por essas três cidades que compartilham limites - ou, melhor dizendo, pontos em comum.

Tereré, o mate paraguaio

O chimarrão é um dos hábitos mais típicos do cone-sul latino e da região sul do Brasil. Só que ao contrário dos argentinos e gaúchos, que tomam o mate com água quente, os paraguaios preferem fria. Essa bebida gelada leva o nome de tereré e costuma ser compartilhada com amigos. Se lhe oferecerem, aceite, pois dizer não é uma desfeita. A lenda conta que o costume de beber mate frio surgiu durante a Guerra do Chaco, de 1932-1935 contra a Bolívia, porque acender o fogo para esquentar água chamaria a atenção da tropa inimiga.

Mas isso é pão de queijo!

Não tente convencer nenhum argentino em Porto Iguazú que la ‘chipá’ ou ‘chipacitos’ se trata, na verdade, do mineiríssimo pão de queijo. A massa é praticamente a mesma - talvez a farinha de mandioca usada seja um pouco mais grossa que o nosso povilho-, mas a história alega que é um dos alimentos mais antigos da região litorânea da Argentina e da gastronomia paraguaia, que tem como base a mandioca.