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TUI DE

Descobrir a Cidade Proibida

Porta da Suprema Harmonia
Porta protegida por leões
Praça principal da Cidade Proibida
Rio das Águas de Ouro
Leão de bronze

Chungking / shutterstock.com 06photo / shutterstock.com

A porta com um enorme retrato de Mao Tsé-Tung que dá acesso à Cidade Proibida é uma imagem mais do que reconhecível, mas o que espera os visitantes atrás dela?
Na Praça de Tiananmen, a Porta da Paz Celestial dá acesso ao maior conjunto de edifícios antigos da China. Durante quase 500 anos, foi um lugar fechado, com acesso restrito a visitas. De fato, durante algum tempo, entrar sem convite prévio poderia significar a morte. Daí o nome de Cidade Proibida. Teve como inquilinos 24 imperadores das dinastias Qing e Ming, que a utilizavam para seus rituais. O último imperador chinês que a ocupou foi Puyi. Declarada em 1987 Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a Cidade Proibida é o local mais visitado de Pequim e, embora milhões de turistas a descubram todos os anos, a grande maioria das pessoas que cruzam esta porta são cidadãos chineses. Provenientes de outras regiões do país, vão até lá para conhecer este conjunto histórico e aproveitar aquela que, para muitos, será uma das poucas viagens de suas vidas.

Uma visita completa ao recinto (o maior complexo de estruturas antigas de madeira do mundo) pode demorar um dia. Na verdade, a Cidade Proibida, também chamada Museu do Palácio, é formada por um total de 980 edifícios e quase dez mil quartos, em uma área de 720 mil quilômetros quadrados. Muitos espaços continuam fechados ao público, principalmente por não estarem em boas condições, não terem sido restaurados ou por terem sofrido importantes danos. É o caso da Sala da Retidão, destruída por um incêndio. Quanto ao restante, há alguns edifícios que conservam o estado quase original (com o encanto de alguma degradação), enquanto outros foram restaurados e pintados novamente.

Uma das importantes perguntas dos visitantes é por onde começar a visita? No interior da Cidade Proibida, a primeira coisa que se deve fazer é cruzar a Porta do Meio-dia e, depois, a da Suprema Harmonia. Em seguida, um enorme pátio vai levar você para as três Salas da Harmonia (Suprema, Intermediária e Preservada). Este é o percurso mais habitual, no sentido sul-norte, para ir atravessando as novas portas e os sucessivos salões. Estas três grandes salas são o núcleo da Cidade Proibida, sendo a Harmonia Suprema a estrutura mais importante. Em seu interior, está o Trono do Dragão. Logo depois, espera por você a Porta da Pureza Celestial, que conduz ao palácio de mesmo nome. Foi uma das primeiras residências dos imperadores Ming, embora tenha acabado se convertendo em sala de audiências. Depois, há a sala da União, o palácio da Tranquilidade Terrena, o Jardim Imperial, a Porta de Chengguang e, por último, a Porta de Shenwu. Ali finaliza este percurso sul-norte, mas, nos extremos, a leste e a oeste, também há muito para ver. Onde antigamente havia diferentes aposentos existem, hoje, várias exposições com tesouros muito bem guardados: relógios, joalheria e jade. É o verdadeiro Museu do Palácio.

Passado budista

Na zona noroeste da Cidade Proibida, havia dez capelas budistas. A mais importante era a Sala do Grande Buda, rodeada por pavilhões como o da Chuva e o das Flores. Todos eles estão fechados, mas existem várias salas que recordam o culto budista tibetano que tão presente esteve na vida do império chinês. De fato, a iconografia budista decora muitos edifícios.

Símbolos

Nenhum aspecto da construção é um acaso. Muitos detalhes obedecem a uma simbologia concreta, reflexo de princípios filosóficos ou religiosos. Por exemplo: o amarelo nos azulejos é usado por ser a cor do imperador, e o número de estatuetas no alto dos tetos indicava a importância do edifício; quanto mais importância, mais estatuetas. A estrutura do complexo também seguia esta ordem: templos ancestrais em frente ao palácio e residências na parte posterior.