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TUI DE

As belezas da caatinga pernambucana

Formações em arenito em uma das trilhas do Parque
Vista do Vale do Catimbau
Via Láctea vista desde a formação 'Igrejinha', no Catimbau
A rica vegetação da caatinga
Paredões do Parque

Conheça o Parque Nacional do Catimbau
Pernambuco é o destino certo de quem procura belas praias. Para aqueles que gostam de passeios de ecoturismo, dá até para visitar algumas cachoeiras e reservas naturais, mas pode-se dizer que não é o forte do turismo do estado. No entanto, para surpresa do visitante, existe um local onde é possível conhecer mais sobre a pré-história do Brasil. No mesmo lugar há também cânions, cavernas, chapadas e formações geomorfológicas, ou seja, arenitos esculpidos pela erosão natural. O melhor de tudo é que não fica muito longe do Recife e tem entrada gratuita. É o Parque Nacional do Catimbau, em Buíque, a 300km da capital, o segundo maior parque arqueológico do país depois da Serra da Capivara, no Piauí.

O Parque foi criado em 2002 para preservação dos ecossistemas da caatinga, uma floresta que só existe no Brasil. A conservação se estende aos animais típicos do bioma, como gaviões, várias espécies de lagartos, tatu-peba, galo-de-campina, raposas, entre outros. Todos eles podem ser apreciados durante as trilhas do Parque, que levam o visitante até os sítios arqueológicos e monumentos naturais.

Algumas partes da área preservada são de mata de Cerrado e de Mata Atlântica, com suas respectivas espécies. A riqueza do local não pode ser dissociada da Bacia do São Francisco, já que conservando a terra preserva-se também o que está embaixo dela, no caso o aquífero Tucano-Jatobá, que fica sob seus mais de 60.000 hectares.

O Catimbau contribui para a tese de que os continentes americano e africano estiveram unidos em um bloco único, milhões de anos atrás. Um tipo de lagartixa que se encontra por lá só se repete na África. E falando em pré-história, as pinturas rupestres encontradas em pequenas cavernas do Parque podem ser visitadas e estão bem conservadas. Segundo os pesquisadores, já foram encontrados mais de 30 painéis de inscrições em pedra que podem ter até 6.800 anos. O maior deles, o Alcobaça, tem 80 metros de comprimento e 2.000 anos.

Para fazer uma visita de um dia, os principais atrativos do Parque são: Pedra Furada, um resquício de que um dia o local foi coberto pelo mar; o sítio arqueológico do Alcobaça, onde fica o maior painel de escrituras rupestres; e Morro do Cachorro, Cânion e Igrejinha, que são as formações em arenito mais populares entre os visitantes.

Melhor época

Para visitar o Parque, a estação das chuvas é a ideal. Entre dezembro e junho a biodiversidade do Catimbau ganha cor. São bromélias, cactus e pequenos arbustos que florescem, e até mesmo a vegetação rasteira fica mais verde. O mais interessante é conhecer as espécies endêmicas, que criaram formas de sobreviver ao clima extremo e não existem em outro lugar.

Guia

Para visitar uma das dez trilhas didáticas do Parque é indispensável contar com o conhecimento de um guia local. Na Vila do Catimbau, na cidade de Buíque, o visitante pode solicitar ajuda à Associação dos Guias de Turismo do Vale do Catimbau. São pessoas que já exploravam a área e que foram capacitadas ao turismo pelo Ibama após a transformação do local em uma unidade de conservação.