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TUI DE

As belezas do Recife que o turista não vê

Uma das salas de exposição do Museu do Homem do Nordeste
Pier José Estelita
Barquinhos no rio Capiberibe
Algumas casas coloridas no bairro de Casa Forte, na zona norte de Recife
Lago no Jardim Botânico

Gil Vicente/Fanzine/Fundaj Edu Alpendre (CC BY-SA 2.0)

Zonas menos turísticas escondem atrações interessantes
O centro e a zona sul do Recife são os bairros mais visitados por quem vai à capital pernambucana. Neles estão concentradas as principais atrações turísticas, como museus, lojas e edifícios históricos. Mas para quem gosta de passear sem esbarrar em outros turistas fazendo selfies em frente a estátuas, pode seguir essa opção de roteiro pelas zonas oeste e norte da cidade, com locais interessantes para desvendar.

O Jardim Botânico do Recife tem entrada grátis e é uma área preservada de Mata Atlântica na zona oeste da cidade. Ali encontram-se sete jardins temáticos com mais de 200 espécies nativas. Tem também lago, com peixes e tartarugas, e orquidário, com orquídeas raras e exóticas. Em um dos jardins, o Sensorial, até visitantes com deficiência visual podem interagir com as plantas, experimentando seus sabores, texturas e cheiros.

A dez minutos de carro do Jardim Botânico encontra-se o Instituto Ricardo Brennand, outra ampla área verde da zona oeste, com salas dedicadas a exposições de objetos da coleção privada do industrial, pinturas e esculturas. E a cinco quilômetros do Instituto está o parque estadual Dois Irmãos, pouco conhecido pelos visitantes de passagem pela cidade, mas uma referência em conservação da natureza no Brasil. Há animais de vida livre típicos da caatinga e da Mata, uma área dedicada ao Zoológico e outra para atividades de educação ambiental.

Já na zona norte, outro parque que vale uma visita é o da Jaqueira, à beira do rio. Tem parquinho, zonas arborizadas para piquenique e pista de corrida. A região reserva outros atrativos curiosos, como a Estrada Real do Poço da Panela. A história do bairro se conta através dos ainda presentes casarões que eram residências de senhores de engenho, hoje pertencentes a famílias abastadas da cidade. Caminhar pelas ruas de paralelepípedo, bem arborizadas e silenciosas, é um descanso para quem sai do tumultuado bairro de Boa Viagem.

Logo ali fica a igrejinha de Nossa Senhora da Saúde, justamente porque os primeiros moradores que chegaram ao local se estabeleceram próximos àquele trecho do rio Capibaribe para banhos, recomendação que era feita por médicos da época. Para fechar o dia, a Praça de Casa Forte é uma referência nessa parte do Recife. Projetada por Burle Marx nos anos 30, tem algumas lojinhas ao redor, como cafés e livrarias. Nos finais de semana o visitante ainda encontra ‘food-bikes’ e opções gastronômicas diferentes, para todos os bolsos.

Olha! Recife

Para quem procura circuitos turísticos que fogem do lugar comum, o Olha! Recife é uma ótima opção. Tem diversos roteiros diferentes, como o dos Poetas, passando por algumas das doze estátuas que homenageiam escritores, ou também que exploram suas Pontes, Igrejas, Ruas Históricas, e o Recife Holandês, Francês, o Circuito Afro, o do Forró, do Imperador, entre outros. São gratuitos, basta se inscrever com antecedência e levar um quilo de alimento não perecível para participar. E ainda tem opção para fazer o passeio a pé, de ônibus, de bicicleta ou pelo rio. Maiores informações no site: http://www.olharecife.com.br/

Museu Homem do Nordeste

Os bairros das zonas oeste e norte não possuem muitos aparelhos culturais, mas para quem quiser conhecer uma instituição interessante, na Casa Forte fica o Museu do Homem do Nordeste. Seu acervo conta a pluralidade de todas as culturas que miscigenaram até formar nossa identidade brasileira. São salas de exposição dedicadas à antropologia, ao período de engenhos de açúcar e à arte popular dos anos 50 até princípios dos anos 80.