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Pigneto e San Lorenzo: os bairros do momento!

Arte urbana no bairro Pigneto
Bairro Pigneto
Fachada no bairro San Lorenzo
Grafite no bairro San Lorenzo
Restaurante no bairro Pigneto

Dois dos bairros tradicionalmente afastados dos circuitos turísticos entraram no radar de romanos e visitantes como exemplos de vida autêntica e percurso alternativo.
Ainda resta, em Roma, áreas interessantes ainda não exploradas pelo turismo? Parece que os próprios romanos terão que criar o próximo local da moda na cidade. E esta não é lá uma tarefa fácil, dado o fato de que estão tranquilamente envoltos pela história do lugar. Todavia, nos últimos anos, algo diferente tem ocorrido na Cidade Eterna. Algumas zonas urbanas despontaram ali e chamaram a atenção não por novos descobrimentos arqueológicos, mas sim pelas novas tendências que ditam. Trata-se dos bairros Pigneto e San Lorenzo.

O primeiro deles, na região sudeste da cidade, estende-se da Piazzale Labicano até a Via Prenestina, Via Casilina e Via di Acqua Bullicante. O nome Pigneto provém de uma fila de pinheiros comprida ao longo da muralha que rodeava a Villa Serventi. Este bairro proletário da periferia, que Pasolini apreciava muito e que foi o cenário, ao ar livre, do seu primeiro filme, "Accattone", evoluiu nos últimos anos e transformou-se em um dos bairros mais importantes de Roma dos pontos de vista cultural e artístico.

A área para pedestres, situada no início da Via del Pigneto, transformou-se, depois de alguns anos, no ponto de encontro da juventude romana. Além disso, todo quarto domingo de cada mês a área é animada, durante o dia, com a presença de uma feira muito peculiar, na qual cada cidadão pode montar seu próprio ponto de venda e vender as velharias que quiser.

O segundo exemplo raro de vitalidade renovada, também fora dos circuitos turísticos, é o bairro San Lorenzo, que apresenta um ar boêmio muito característico. As luzes dos seus espaços, abertos até altas horas da madrugada, fazem dele uma das áreas mais movimentadas da cidade. Sempre foi uma espécie de cidadezinha do interior, onde as pessoas passeiam pelas ruas e praças de dia e de noite. Originariamente, tratava-se também de uma área residencial para trabalhadores. São típicos deste bairro os edifícios com galerias interiores destinadas aos mais pobres. As pizzarias baratas e os espaços de kebabs convivem com as oficinas tradicionais e as lojas de artesanato "street style". Trata-se de um bairro muito parecido com o Greenwich Village nova-iorquino.

Poucos bairros definem Roma tão adequadamente quanto San Lorenzo; poucos evidenciam os seus valores, as suas virtudes e os seus defeitos. É, ao mesmo tempo, um bairro jovem, por estar próximo de uma universidade, e um bairro histórico, afetado pelo bombardeamento dos aliados, em 1943. Este fato está refletido na Igreja da Praça da Imaculada, em cuja decoração aparecem representadas algumas das vítimas.

Museu contemporâneo a céu aberto

As paredes das casas, as fachadas, os muros das pontes... no Pigneto, a arquitetura funcional cinzenta transformou-se em poesia visual, ecos cinematográficos ou crítica social. Artistas de todo o mundo como Carlos Atoche, 2501, Sam3 ou Etam Cru assinam obras em paredes com dezenas de metros de altura e comprimento. Impossível ficar indiferente frente a este museu ao ar livre que ultrapassa a urgência do grafite.

Verão eterno

O principal cemitério de Roma, Il Cimitero Monumentale del Verano, encontra-se também nesta área. Desde a sua construção, que foi de meados do século XIX até 1980, foi o destino final de quase todos os romanos, à exceção de papas, cardeais e da família real. Ali, foram sepultados, entre outros, o escritor Alberto Moravia e os famosos diretores e atores Vittorio De Sica e Alberto Sordi. As estátuas e jazigos deste cemitério fazem dele um passeio interessante pela arte funerária do último século.