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Mosaico de nações

Bairro da Liberdade, em São Paulo, concentra eventos e restaurantes japoneses.
Quitutes japoneses à venda na Feira da Liberdade, em São Paulo (SP).
Carnaval nas imediações da Praça Kantuta, no Pari, promovido pelos imigrantes bolivianos que vivem em São Paulo.
Artesanato andino na Feira Boliviana Kantuta, realizada na praça homônima de São Paulo.
Bastidores da Festa de Nossa Senhora Achiropita, uma das mais tradicionais manifestações italianas no bairro do Bixiga.

Vitor Leite / CC BY-SA Vitor Leite / CC BY-SA Adriano Rangel / Flickr Commons Adriano Rangel / Flickr Commons Andrea Matarazzo / Flickr Commons

São Paulo passou de vilarejo à posição de quarta maior cidade do mundo graças à sua população e a imigrantes de todo o mundo que a escolheram como lar.
É difícil identificar um paulistano. São Paulo tem cerca de 12 milhões de habitantes, população que, inclusive quando nascida na cidade, têm origens em distintos lugares, seja dentro do Brasil ou em outros países. Fundado em 1554, o município começou a ganhar seu contorno cosmopolita com o boom da economia cafeeira do fim do século XIX.

Foi quando começou a atrair mão de obra para trabalhar em lavouras e também em sua incipiente indústria. Depois de chegar à cidade pelo porto de Santos, muitos imigrantes ficavam na Hospedaria dos Imigrantes, hoje transformada em Memorial do Imigrante, até ir trabalhar no campo, enquanto outros se estabeleciam em bairros como Brás, Barra Funda, Bixiga e Bom Retiro.

Os maiores grupos que empreenderam esse caminho entre os séculos XIX e XX foram italianos, portugueses e espanhóis, sendo seguidos por sírios, libaneses e japoneses - todos motivados por dificuldades econômicas e em busca de uma vida melhor. No caso dos japoneses, a chegada de imigrantes só viu uma queda durante a Segunda Guerra Mundial, tendo alcançado seu auge nos dez anos posteriores ao conflito, época em que se registraram 50 mil agricultores.

Visitar o atual Museu da Imigração, na região central, é uma verdadeira viagem a esse passado não tão distante. Ali se inscreveram mais de 2,5 milhões de pessoas, de 70 nacionalidades, entre 1887 e 1978. É possível inclusive fazer uma consulta de nomes em seus arquivos, tanto presencialmente como pela internet. Além de reunir materiais como documentos, vídeos e fotos que repassam esses movimentos migratórios, seu imóvel vale a visita: é considerado patrimônio histórico e tem um bonito jardim.

No caso dos alemães, a maioria chegou durante o período de Dom Pedro I, tendo ocupado o sul do país para desenvolver o setor da agricultura. E foi só na década de 1930 que voltaram a marcar presença no país, mais especificamente em São Paulo, ao fugir do nazismo. Os bairros de Santo Amaro e Bom Retiro foram os escolhidos pelos judeus recém-chegados para montar negócios comerciais e industriais.

Graças a essas comunidades, podem-se visitar lugares como a Sinagoga do Bom Retiro e a Mesquita Brasil, no Cambuci, e também monumentos icônicos que levam a marca de estrangeiros, por exemplo o Viaduto Santa Ifigênia, cujo projeto é assinado pelos italianos Giulio Michetti e Chiappori, e o Monumento às Bandeiras, do escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret.



Novo perfil da imigração

A partir dos anos 1960, o perfil imigratório observado na cidade de São Paulo mudou. Os grupos que iam se estabelecendo no município passaram a ter procedência chinesa, coreana e latina. Atualmente, seu grupo mais destacado de imigrantes é formado por refugiados haitianos.

Eventos temáticos

Além da feira da Liberdade, principal ponto de expressão da cultura japonesa em São Paulo, a cidade também conta com as feiras bolivianas da Rua Coimbra e da Rua Kantuta e a tradicional festa da Achiropita no Bixiga, dedicada a celebrar as delícias gastronômicas da Itália e as origens de São Paulo.

Top 5 Hotéis

Brasil, Brasil - Região Sudeste, Ubatuba

Pousada Farol do Itaguá

17 agosto 2020, 2 noites, 2 Pessoas, Café da manhã