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Austrália, a maior prisão do Reino Unido

Cockatoo Island
Camas de rede no Hyde Park Barracks
Interior de Port Arthur, na Tasmânia
Port Arthur, na ilha da Tasmânia
Hyde Park Barracks

James Horan Port Arthur Historic Site Management Authority

Julgando que a terra descoberta não tinha valor, a coroa britânica decidiu deportar para lá os réus que lotavam as prisões inglesas. Hoje, ainda é possível visitar algumas dessas prisões australianas.
No século XVIII, as primeiras explorações inglesas concluíram que aquela terra não possuía riquezas, motivo pelo qual o rei da Inglaterra decidiu deportar para lá a população carcerária, tentando resolver assim a superlotação das prisões. Na época, o castigo mais exemplar começou a ser o exílio para as colônias. Depois da independência dos Estados Unidos, a Austrália passou a ser o destino principal dos prisioneiros ingleses. Os primeiros presidiários chegaram em 1788 sob as ordens do capitão Arthur Phillip e, na chamada "primeira frota", foi enviada para Port Jackson uma dezena de barcos com aproximadamente 750 réus. Este primeiro grupo se estabeleceu em New South Wales, a base da atual Sydney, em 26 de janeiro daquele ano, data que, até hoje, é celebrada como o Dia da Austrália.

Rapidamente, a cidade e a população cresceram pela quantidade de presos que iam chegando, aproximadamente 165.000 entre 1788 e 1868. Ali, eles começaram uma nova vida como mão de obra importante para a construção de estradas, portos, casas, pontes... tudo o que uma nova colônia demandava para receber os novos habitantes. Hyde Park Barracks, situados entre os Reais Jardins Botânicos e Hyde Park, foram, na Austrália, os primeiros barracões dos presidiários. Inaugurados em 1819, eram o centro administrativo dos presidiários e, hoje, esses dias são lembrados no museu. Lá, é possível conhecer como era o então dia a dia dos presos e suas camas de rede, além de consultar a base de dados dos prisioneiros que ali se registraram. Adicionalmente, estão no museu objetos pertencentes aos prisioneiros e a uma parte de sua história. As crianças podem, também, brincar de desvendar pistas históricas.

Hyde Park Barracks faz parte de um conjunto de lugares australianos que funcionaram como presídios e que foram considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Essas prisões, dependentes da Grã-Bretanha, foram ocupadas entre os séculos XVIII e XIX e nelas viveram dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças. Quase todas estão distribuídas pelos arredores de Sydney, Fremantle e as ilhas da Tasmânia e de Norfolk. A maioria delas pode ser visitada, mas, dentre as mais preparadas para receber turistas, está a prisão de Fremantle (Western Australia), a 20 quilômetros de Perth. Esta prisão de segurança máxima esteve em funcionamento de 1850 até 1991. No tour que é possível fazer, você poderá entrar nos lugares de castigo, como um posto de açoites e celas de isolamento, bem como na capela e no pavilhão das mulheres. No "Great Escapes Tour", poderá saber mais sobre o ladrão Moondyne Joe, que entrou para a história como o preso que mais vezes escapou de uma prisão. Era um fugitivo especializado que, mesmo com correntes especialmente fabricadas para ele, era capaz de fugir. E se você gosta de arte, escolha o "Prison Art Tour", evento que permite conhecer as pinturas feitas nas paredes pelos antigos reclusos.

Além de Hyde Park Barracks e da prisão de Fremantle, merecem destaque outros presídios australianos, como a prisão da ilha Cockatoo, em Sydney, que foi também escola industrial e reformatório. Lá, os presos construíram dois diques secos, além de ser o maior estaleiro da Austrália. Old Great North Road, antiga estrada de presidiários, é Patrimônio da Humanidade. Também não deixe de visitar a Área Histórica de Kingston e o Arthur's Vale, localizados na costa de Kingston, ao sul da ilha Norfolk.

Port Arthur, testemunha da morte

A ilha Tasmânia possui a maior penitenciária colonial do país, Port Arthur. Esta prisão é formada por um grande complexo, localizado a 60 quilômetros de Hobart, a capital. Transformada em museu ao ar livre, é possível, pagando uma entrada válida para dois dias consecutivos, participar de uma visita guiada por todos os locais históricos e de um cruzeiro pela baía; ter acesso a edifícios como barracões, ruínas, jardins e casas restauradas; e ainda vivenciar experiências interativas. Ao cair da noite, inscreva-se no "Ghost Tour" e conheça o lado mais assustador desta prisão: suas inquietantes histórias de mistério.

New South Wales e os Patrimônios da Humanidade

Os pontos históricos foram incluídos na lista de presídios australianos em 2010, mas há ainda outros cinco locais de interesse público em New South Wales. A Ópera de Sydney é um deles, o único construído pela mão humana. Os restantes são parques e reservas naturais que permitem apreciar a natureza selvagem da Austrália. São eles: a região de Lagos Willandra, a ilha de Lord Howe, os bosques úmidos Gondwana e a região das Montanhas Azuis.