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TUI DE

Passeio pelos jardins de Tóquio

Parque Higashi Gyoen
Hamarikyu onshi teien
Koishikawa korakuen
Jardim Shinjuku Gyoen
Parque Rikugien

Tóquio está cheio de jardins perfeitos e cuidados onde parece que o tempo parou. Aproveite-os para descansar da agitação da cidade.
Os jardins japoneses não são jardins quaisquer. São um conceito em si mesmo. Estilos, épocas e tendências diferentes, mas com a mesma filosofia que aposta no aprimoramento constante e em uma estética cuidada. Um ambiente de paz visitado pelos japoneses logo que aparecem os primeiros raios de sol. A contemplação de espaços naturais é uma autêntica tradição na cultura japonesa. Uma forma de meditação ao alcance de qualquer turista que visite Tóquio com tempo e sem pressa. Espaços verdes que se escondem entre casas tradicionais e modernos arranha-céus.

Situado apenas a cinco minutos a pé da estação de Shinjuku, Shinjuku Gyoen é o maior parque de Tóquio. Possui mais de 20.000 árvores. Entre elas, 1.500 cerejeiras. O que mais se destaca neste lugar é sua combinação de jardins ingleses, franceses e japoneses. Outro dos jardins mais imponentes é o do Palácio Imperial de Tóquio, localizado no distrito de Chiyoda e com uma área de 341 hectares, incluindo suas zonas verdes. O jardim Higashi Gyoen faz parte da área do palácio aberta ao público.

Rodeado por uma imensa lagoa, Kyu Shibarikyu é um jardim do período Edo que foi construído no século XVII, conquistando terreno antes pertencente ao mar. Anteriormente, incluía uma praia da baía de Tóquio, mas a ampliação da cidade fez com que acabasse perdendo sua ligação com o oceano. Os jardins pertenceram a várias famílias de samurais e funcionários públicos até que, em 1924, foram doados à cidade de Tóquio. Rikugien também é da época Edo. Este parque foi criado no século XVIII pelo samurai Yanagisawa Yoshiyasu. Sua paixão pela poesia japonesa waka e pelos ensinamentos de Confúcio foram a inspiração para a reprodução de 88 cenas dos seus poemas prediletos e da história da China Antiga. Um lago, uma colina, várias árvores e um jardim japonês tradicional formam este atrativo parque.

Junto ao complexo de entretenimento Tokyo Dome City, no centro da cidade, fica um dos parques mais antigos e conservados da cidade, o Koishikawa Korakuen. Trata-se do primeiro a imitar uma paisagem de estilo tradicional japonês. Conta com reproduções dos lugares mais conhecidos do Japão, um jardim de estilo chinês e uma representação do monte Fuji.

Já no período Meji, concretamente entre 1878 e 1885, foi construído o Kiyosumi Teien. Foi o fundador do grupo Mitsubishi, Yataro Iwasaki, que comprou o terreno e mandou fazer o jardim para seus convidados e colaboradores poderem descansar. Possui 55 enormes rochas procedentes de diferentes lugares do Japão.

Para finalizar o percurso pelos parques de Tóquio, não devemos esquecer o Hamarikyu Onshi Teien. Construído no século XVII na foz do rio Sumida, conta com um lago de água salgada cujo centro é cortado por uma longa ponte de madeira (118 metros de comprimento) - elo de ligação com a ilha Nakajima. Este jardim proporciona uma paisagem de contrastes pela sua proximidade com o distrito futurista de Shiodome. Em 1952, foi designado como lugar de interesse cultural e histórico.

Montanha, mar e chá

Os japoneses gostam de reproduzir suas paisagens naturais nos jardins, incluindo componentes como água, ilhas, pontes e casas de chá. Utilizam árvores de folha caduca como a ácer, plantas de folha permanente como o pinheiro negro japonês e outros elementos vegetais como bambu e musgo. Cada jardim procura representar uma paisagem diferente. Deste modo, os Tsukiyama, também conhecidos como “jardins da colina”, imitam montanhas e lagos; os Karesansui apresentam o mar e ondas de pedra e cascalhos aos visitantes; e os Chaniwa são os jardins do chá.

Cerimônia no jardim

Desde o século XIV, a cerimônia do chá – a mais representativa da cultura japonesa – é levada a cabo em salas simples construídas em jardins de estilo Chaniwa, no interior dos parques de Tóquio. Um ambiente zen adequado para alcançar a paz mediante um ritual carregado de elegância e simbolismo. Uma cerimônia completa, que dura aproximadamente quatro horas, serve diferentes tipo de chá, desde os mais leves como usucha até os mais pesados, entre eles o koicha. Na maioria desses estabelecimentos, os visitantes podem presenciar uma pequena amostra deste ritual.