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A moradora mais ilustre de Viena

O "Friso de Beethoven" no Pavilhão da Secessão
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Ringstrasse frente al Teatro Imperial

Um projeto ambicioso que modificou a capital austríaca para sempre. Assim é a Ringstraße, a avenida mais emblemática da cidade que traz o período imperial para os dias de hoje.
Em 1857, o imperador Francisco José I começou a derrubar a antiga muralha vienense, que datava do século XIII. Com o inevitável crescimento da cidade, estes muros estavam sendo mais um estorvo do que uma proteção. Contudo, Francisco José I não pretendia apenas acabar com ela. No decreto “Es ist mein Wille”, que significa “é minha vontade”, o imperador austríaco anunciava o projeto de criar um bulevar de grandes dimensões no mesmo local. Ao ser projetada como um bulevar de luxo, a Ringstraße contava com uma avenida paralela pela qual circulariam veículos pesados. No dia 1 de maio de 1865, embora ainda incompleta, a Ringstraße foi inaugurada. Alguns prédios importantes, como a Ópera ou o edifício Roßau (atual sede do Ministério da Defesa austríaco), foram concluídos antes de 1870. Porém, as obras ainda continuariam por mais cinco décadas.

A Ringstraße foi construída sob as ordens dos melhores arquitetos da época, como Theophilus Hansen, Heinrich von Ferstel, Gottfried Semper e Karl Hasenauer. Eles seguiram os padrões da beleza historicista, corrente que imitava estilos arquitetônicos e artísticos de outras épocas, mas acabaram por instaurar um estilo próprio depois da construção do bulevar. Foi um marco na história vienense, tanto pelo modelo de avenida criado como pela sua importância socioeconômica. A novidade permitiu que a burguesia circulasse com mais frequência pelo centro de Viena, algo que, até então, era algo exclusivo da realeza e da aristocracia. A obra transformou-se também em um símbolo do império austríaco. Mesmo que, naquele momento, estivesse começando a decair, o governo investiu muito dinheiro para que a Ringstraße tivesse a beleza que exibe hoje.

Em um projeto tão ambicioso como este, tudo foi decidido nos mínimos detalhes, inclusive a construção dos edifícios-chave para a vida dos vienenses: a Prefeitura e o Parlamento da Áustria, que comandariam a vida política da cidade e do país; a Ópera ou os Museus de História da Arte e de História Natural, que representariam o lazer e a cultura; a Bolsa de Viena, um templo para a economia; a Universidade, que se responsabilizaria pela formação das futuras gerações... Até a vida religiosa foi contemplada, com a construção, em 1879, da Igreja Votiva. Também foram construídos vários palácios que serviriam de residência para burgueses e nobres e que, atualmente, funcionam como hotéis do mais alto nível. Um deles é o Palácio Württemberg, sede do luxuoso Hotel Imperial.

Além da arte imperial, deixou-se espaço também para o Pavilhão da Secessão, construído entre 1897 e 1898, e que serviria de quartel-general para os membros desta corrente artística modernista. Gustav Klimt, autor de “O beijo”, foi um dos membros mais ativos deste movimento. No subterrâneo do pavilhão, é possível conferir também outra obra deste artista, o "Friso de Beethoven", embora, para aprofundar-se mais no trabalho de Klimt, seja preciso sair da Ringstraße e visitar o Palácio Belvedere.

Na Ringstraße, a vida imperial e a vida moderna convivem lado a lado. Mais de 150 anos depois da inauguração desta avenida, o imperador conseguiu alcançar seus objetivos. Hoje, a Ringstraße é uma das principais vias de circulação da cidade, um excelente lugar para passear e um local repleto de restaurantes e estabelecimentos comerciais. Fez-se a “sua vontade”.

Ringstraße, sede de numerosos eventos

Esta avenida centenária recebe, todos os anos, dois grandes eventos. A Maratona de Viena, durante a qual mais de 40 mil atletas correm pela Ringstraße enquanto curtem a paisagem cheia de monumentais edifícios; e a festa do Dia do Orgulho LGBT, quando o município vienense fecha o bulevar para a realização da colorida parada gay local, com direito a carros alegóricos e fantasias de todos os tipos. A Ringstraße é também ponto de encontro para a maioria das manifestações de Viena.

Hitler e a Ringstraße

Quando o exército nazista anexou a Áustria, Viena foi um dos pontos que concentrou a atenção de Hitler. A ideia do ditador consistia em modelar Viena segundo o estilo nazi, transformando-a na segunda cidade mais importante do Reich e via de passagem para o leste da Europa. A Ringstraße era o que mais chamava a sua atenção, pois ele admirava o aspecto monumental do bulevar e queria fazer algo parecido no resto do município.