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TUI DE

Cidade sem arranha-céus

Old Post Office Building.
Monumento a Washington rodeado de bandeiras norte-americanas.
Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição.
Catedral Nacional de Washington.
Capitólio dos Estados Unidos.

Vários motivos fazem de Washington uma cidade especial dentro dos Estados Unidos: é capital, tem importância política… e não apresenta arranha-céus.
Quando George Washington e Thomas Jefferson planificaram a construção da capital dos Estados Unidos, juntamente com o arquiteto francês Pierre Charles L’Enfant, não deixaram nada ao sabor do destino. O primeiro presidente do país, George Washington, foi responsável pela localização da cidade que receberia seu nome (ainda que preferisse chamá-la, modestamente, de “Cidade Federal”). Trabalhou para que estivesse junto ao rio Potomac. Thomas Jefferson foi quem decidiu, juntamente com L’Enfant, a construção de uma cidade de estilo europeu, incluindo avenidas amplas que terminassem em grandes interligações que permitissem contemplar diferentes monumentos. Na nova nação, Jefferson procurava construir uma cidade que seguisse os padrões estéticos de ícones como Paris.

Conforme a sociedade avança e Washington cresce, começaram a surgir edifícios mais altos e a necessidade de criar leis sobre a altura máxima que poderiam alcançar. Isso especialmente depois da construção, em 1894, do Cairo Apartment Building (Q Street, 1615, no coração de Dupont Circle), considerado o primeiro prédio alto da cidade (cerca de 50 metros e 14 andares). Assim, cinco anos mais tarde, o Congresso dos Estados Unidos estabeleceu que nenhuma construção poderia ultrapassar os 34 metros de altura - ou 27, se fossem moradias. No entanto, em 1910, a lei foi revista e estipulou-se que a altura máxima seriam 40 metros, embora também se tenha indicado que a altura deveria ser uns seis metros maior do que a largura da avenida onde se encontrasse.

Existem diversas histórias sobre a criação dessa lei. Uma delas afirma que foi promulgada para que nenhum edifício fizesse sombra ao Capitólio. No alto da sua cúpula está, desde 1863, a Estátua da Liberdade, feita por Thomas Crawford e que mede seis metros de altura. Deste modo, nenhum prédio poderia estar acima do símbolo da liberdade, um dos principais valores defendidos pelos fundadores da cidade e do país. De caráter similar, outra teoria afirma que a lei foi impulsionada para que nenhum edifício fosse mais alto que o Monumento a George Washington: imponente obelisco com 169 metros de altura que, ainda hoje, é a construção mais alta do município (e que foi a estrutura mais alta do mundo até a construção da Torre Eiffel). Porém, este monumento não se inclui na lista dos edifícios mais altos de Washington porque não tem andares habitáveis.

Hoje em dia, o prédio mais alto da cidade é a Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, considerado o edifício mais alto da capital norte-americana por seus 100 metros de altura desde que foi construído, em 1959. Depois, figuram o Old Post Office Building, com 96 metros de altura, a Catedral Nacional de Washington, com 92 metros, e o próprio Capitólio, com 88 metros. No entanto, quando a Basílica foi erguida, tiveram em conta sua localização para que, na prática, nenhum edifício eclipsasse nem o Capitólio nem o Obelisco de Washington.

Pequena mas bem acompanhada

Apesar de Washington não ter nenhum edifício que possa ser considerado arranha-céu, a capital norte-americana está rodeada por cidades cheias deles, entre elas Nova York e Filadélfia. Outro exemplo é o condado de Arlington, lugar que abriga o Pentágono.

Cidades com mais arranha-céus

A construção de arranha-céus está na ordem do dia pelo alto nível de urbanização atual e pela grande necessidade de crescimento das cidades. Considerando-se a altura padrão de 150 metros para que um prédio seja chamado de arranha-céus, o município com mais edifícios desse tipo é Hong Kong, sendo seguido por Nova York, Dubai, Xangai, Tóquio e Chicago. O resto da lista é composto, em sua maioria, por cidades asiáticas, embora também figurem outras norte-americanas como Houston, Dallas, São Francisco, Los Angeles, Seattle e Miami.

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